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Entrevista com Carla Cruz, autora do livro "Como educar meu filho - e torná-lo independente" 
Rádio Inconfidência - 21 de novembro de 2007

Como surgiu a idéia do livro?

A idéia de escrever este livro surgiu em 2002 em conversa com um casal de pais de uma garotinha de 8 anos de idade que vinham ao meu consultório. A escola dela oferecia um curso extraclasse de Autonomia Doméstica para crianças. Interessei-me muito pelo assunto, pois se tratava de uma extensão dos programas de psicologia do desenvolvimento que me ajudavam a  trabalhar com crianças na clínica.


"...torná-lo independente". Por que esse subtítulo? É comum a dependência exagerada?

Os leitores do livro perceberão que esse subtítulo é sinônimo de "pequena maturidade".  E o que sugiro é que os pais aproveitem  todas as oportunidades de estarem em companhia de seus filhos e empenhem energia na formação educacional de seus filhos. Não estou referindo-me à educação formal, mas aos valores como caráter, autoconfiança, atitudes e outros. Não conheço nenhum pai que não queira o melhor para seus filhos. Todos os pais desejam que os filhos cresçam com autoconfiança, que sejam bem educadas, virtuosas (por que não?), sadias e com uma boa perspectiva de vida. 


É comum a dependência exagerada?


Permissão para crescer. Quantas vezes ouvi em meu consultório pessoas manifestarem seu sentimento de amor agregado a um zelo excessivo para com seu filho. E é este, talvez, o ponto mais relevante. Não importa o quanto a criança é ensinada, a aprendizagem não será efetiva se não lhe for transmitida a "permissão" para  "ser" ela mesma, para cometer um erro, para ir e retornar, para fazer e desfazer quantas vezes for necessário. É necessário estarmos preparados para termos um filho autônomo que,  diariamente, dependerá menos de nós, mas que nem por isso deixará de participar de nossas vidas, como um ser único, pleno e autoconfiante.


Quais os principais equívocos dos pais modernos em relação à educação da criança?


Não me sinto no direito de apontar equívocos e neste livro também não pretendo de forma alguma fornecer um "Band-aid" social que possibilite aos pais, através de frases-clichês, miraculosamente fortalecer uma relação amorosa, sadia e prazerosa com seus filhos. Não se trata de uma construção a curto prazo. Ao contrário, trata-se de um processo que demanda investimentos diários. Gostaria de ressaltar contudo que, tudo depende do que fazemos, e não do que dizemos. Por exemplo, um pai que se respeita e está seguro de si não se sentirá ameaçado em sua autoridade e aceitará que seu filho, por vezes, mostre falta de respeito e responsabilidade, sobretudo como as crianças pequenas tendem ocasionalmente a fazer. O pai sabe que, se isso acontece, é devido à imaturidade do julgamento e que o tempo e a experiência corrigirão. Um pai que grita por respeito apenas revela sua insegurança por não saber que isso lhe será dado naturalmente. Um pai inseguro é suficiente para a criança se transformar num adulto inseguro e imaturo.


Haverá um lançamento para o público em geral? Qual o local? quando e que horas?

O lançamento do livro aqui em BH ainda está sendo programado. Mas o livro já pode ser adquirido em meu site    www.carlacruz.com.br    com 10% de desconto.

.:Raquel Medeiros:.
Assessora de Comunicação
Universidade Salgado de Oliveira
UNIVERSO/BH
telefone: 3422 3197
Rua: Parú, 784 - Nova Floresta
CEP: 31.140-320


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